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Artigo- Velocidade de Atuação em meio uma situação Real de Luta

 

O que aprendi com Shifu Li Hon Ki sobre velocidade de atuação em meio a uma situação real de luta.

Por Mestre Hudson Willian

briga


Muito embora a abordagem de temas como estes, voltados para realidade nua e crua da defesa pessoal são raros, vou dividir os ensinamentos de meu Shifu Li Hon Ki sobre sua experiência ante a velocidade de atuação em situações de luta real.

As situações vividas em nosso meio, são repletas de diversas abordagens emocionais, podemos estar tristes e em poucos momentos por conta de um fato superveniente este quadro venha se modificar alterando nosso estado de humor.

Não é diferente quando em qualquer ocasião em que nosso estado de espírito se encontra manso e somos surpreendidos por um fato que “turva” totalmente nosso humor e nos coloca frente a uma situação de perigo e precisamos imediatamente assumir uma postura de resposta.

De origem quadrúpede, o ser humano conserva ainda em determinadas situações características destes e frente a situação de perigo e risco iminente, quando o fluxo sanguíneo aumenta para os braços e para as pernas, para logo então receber o comando, que invariavelmente são dois: Correr ou lutar.

Com o fluxo sangüíneo já direcionado a estes membros, é fácil detectar o comportamento deste individuo, embora muitas vezes este procura ainda se comunicar, devido a diminuição do fluxo sangüíneo em seu cérebro, as palavras saem geralmente pausadas, desconexas e muitas vezes, desprovidas de concordância verbal ou ainda sentido, pois o foco esta em outro lugar: correr ou lutar.

Neste momento, precisamos ser rápidos em fazer nossas escolhas, pois um momento de vacilo no mundo animal, podemos perecer.

Em razão disto, o praticante de artes marciais deve se conhecer e estar atento as estes sintomas que surgem mediante uma situação de perigo, através de constantes treinamentos, enfrentando situações em que o mesmo é forçado a superar seu erro e reagir de forma rápida e decisiva, condiciona-se a uma postura mais consciente e que esta diretamente relacionada com seu sucesso.

O praticante de artes marciais deve desenvolver a capacidade de tomar decisões rápidas e seus reflexos “mentais” devem ser substituídos pelos reflexos “medulares” que são superiores em velocidade de resposta, proporcionando maiores chances de sucesso na opção de defesa ou ainda de ataque ao oponente.

Via de regra, o lutador deve ter condições de controlar seu poder pessoal combativo, desta forma, suas escolhas estão diretamente relacionadas com seu sucesso, seja ela correr, ou enfrentar o agressor.

Na hipótese de enfrentar a situação que o acomete, rapidamente o praticante deve optar por preservar sua integridade física, visando também usar de forma moderada e razoável seu conhecimento técnico marcial, para que não sofra as conseqüências de seus excessos.

Como operador de Direito que sou, vale lembrar que o conceito de legitima defesa por assim dizendo encontra amparo em nossa legislação pátria, como sendo Exclusão de Ilicitude, mais especificamente no Código Penal Brasileiro em seu Artigo 23, o qual transcrevo abaixo, senão vejamos:

Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato:

I - em estado de necessidade;

II - em legítima defesa; (grifo meu)

III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.


Excesso punível

Parágrafo único - O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso doloso ou culposo.


Desta forma transcrevo a definição de Legitima Defesa também encontrada em nosso Códex Penal:


Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.


Assim, caracteriza a Legitima Defesa:


-existência de uma agressão (deve ser humana; contra animais ou coisas caracteriza-se estado de necessidade);

- a agressão deve ser injusta;

- a agressão deve ser atual ou iminente;

- agressão dirigida à proteção de direito próprio ou de terceiro;

- utilização dos meios necessários (são os meios menos lesivos à disposição do agente no momento da agressão).

- moderação ex. de imoderação - matar a tiros um menor, para impedir a subtração de frutos de uma árvore.

- conhecimento da situação justificante (elemento subjetivo).

- a legítima defesa putativa ocorre quando o agente julga erroneamente estar sob a proteção


Sobre o excesso na conduta do Agente que age em Legitima Defesa caracteriza-se:


- excesso: é a intensificação desnecessária de uma conduta inicialmente justificada;

- o excesso sempre pressupõe um início de situação justificante; a princípio o agente estava agindo coberto por uma excludente, mas, em seguida, a extrapola; ele pode ser doloso (descaracteriza a legítima defesa a partir do momento em que é empregado o excesso e o agente responde dolosamente pelo resultado que produzir) ou culposo (é o que deriva de culpa em relação à moderação, e, para alguns doutrinadores, também à escolha dos meios necessários; nesse caso, o agente responde por crime culposo).


Conforme notamos com as informações legais trazidas, se faz importante que o praticante de artes marciais esteja atento e preparado para que suas condutas estejam sempre dentro do limite legal, pois um dos conceitos que devem nortear estes artistas marciais é a Justiça, embora vivamos em um mundo Injusto.


Este enfoque na utilização das Artes Marciais de forma positivo a favor do praticante tem que ser levado muito a sério, pois faz parte da formação deste individuo, estando diretamente relacionado com sua educação.


Assim, os golpes desferidos pelos artistas marciais devem ser precisos, objetivos moderados a situação em que esta envolvido, para que esteja dentro da margem legal e ainda consiga ter sucesso em sua empreitada.


Dentre os golpes iniciais que podem colocar fim em uma contenda, aprendi que devem ser direcionados aos olhos do praticante por uma razão bem lógica: Não se pode atacar ou lutar com o que não se enxerga, desta forma, mesmo que momentânea, a falta de visibilidade do agressor é suficiente para que a vitima possa tomar as ações cabíveis na ocasião.


Um ponto muito vulnerável que também pode ser focado em situações de agressão é o nariz. Após o efetivo golpe na região no nariz, devido a farta vascularização do mesmo, imediatamente inicia uma hemorragia externa dificultando a respiração e atuação do agressor, bem como pancadas no nariz geram efeitos aos olhos, estes lacrimejando excessivamente contribuem decisivamente para conter o agressor.


Logicamente temos pontos que podem fazer um estrago muito maior, como golpes nos joelhos, genitais, costelas flutuantes etc..., porem, irei manter a instrução no nível legal, para que o agressor consiga se enquadrar na legitima defesa, sem incorrer em excesso.


Desta forma, o praticante de artes marciais deve ter um conteúdo de conhecimento muito abrangente, bem como uma capacitação técnica razoável para que possa ter sucesso em uma situação de perigo, e mais, deve estar em constante treinamento para que estas habilidades adquiridas não fiquem “enferrujadas” a ponto de quando precisar lançar mão desta aplicabilidade, a mesma venha a falhar.


O treinamento de Artes marciais deve capacitar o praticante em toso seu aspecto, levando em consideração agressores mais fortes, mais fracos, mais altos, mais baixos, pois a realidade envolve muitas outras coisas, não são raras as situações em que o agressor esta armado ou ainda acompanhando de outros, e todas estas situações devem ser abordadas no treinamento sério dentro das artes marciais.


Entre as decisões que devem ser tomadas, das quais exemplifico: Correr, bater, pedir ajuda, proteger quem esta comigo, valer-me de objetos ao meu redor para auxiliar no combate, quais pontos devo atacar primeiro, noção de distancia entre o agressor e minha pessoa, conseqüências de minhas escolhas etc... etc... não dura mais do que alguns segundos e muitas vezes tudo isso passa em nossa cabeça em uma fração de segundos.


Em razão disto, o bom Professor, seja ele um Mestre ou não, é como um Médico, podendo salvar a vida de seu paciente ou levá-lo a óbito.


Em breve síntese, vamos considerar o exemplo sobre o médico e o professor de artes marciais.


Um médico pode após seus exames escolher falar a verdade, muitas vezes esta verdade não é nada agradável, e com ela seguir uma serie de restrições ou optar por falar que esta tudo bem (quando na verdade não esta) e de forma a agradar aquele paciente, não ministrar as devidas restrições e acondicioná-lo a sua realidade.


Deste modo, vamos imaginar um paciente que tenha uma patolgia do coração e que sua alimentação deverá ser diferenciada, bem como terá algumas restrições nas atividades físicas e seu médico passa esta informação de uma maneira mais suave ou ainda omite parte do diagnostico.


Acreditando que esta tudo bem, em um belo final de semana faz a escolha de fazer uma corrida pelo bosque da cidade e vindo a passar mal, é socorrido as pressas, porem, vai a óbito.


O que falar deste profissional? Qual deveria ter sido a postura ante este paciente que confiou sua vida ao conhecimebto técnico que este profissional tem?


Pois bem, esta figura também pode ocorrer nas artes marciais e digo mais, salta aos olhos a quantidade de profissionais que vejo todos os dias que desenvolvem seu trabalho desta maneira.


Ensinando técnicas que só funcionam naquele mundo fechado, nas quatro paredes que dividem o mundo real da academia, alimentam a expectativa de praticantes com conhecimentos que em situações reais não terão aplicabilidade, porem, em nome do dinheiro e de seu interesse pessoal, vai ensinando, graduando estes alunos que muitos acabam vindo a se formar “faixas pretas” e quando um dia precisam valer de seus conhecimentos marciais em uma situação real, seu mundo desaba.


Desta forma, a escolha de um profissional que te guiara pelo caminho real, é de vital importância, pois ele será i seu medico, poderá curar sua vida, ou te guiar para a morte.


Por isso, muitas vezes ouvi esta sátira usadas por praticantes de artes marciais, que apesar de ser uma piada, com certeza já foi e será usada por muitos:

“ Na hora da luta eu uso mais as pernas. Corro que nem loco do combate....”


Assim, agradeça enquanto seu tutor lhe cobra mais empenho, exige mais de suas capacidades, te coloca frente a frente com situações em que precisará se superar, atingindo muitas vezes seus limites, pois esta preparação mental e corporal podem lhe custar a vida ou ainda de um ente querido.


Estes foram os ensinamentos que recebi de meu Mestre sobre a velocidade de atuação e a preparação em situações de perigo real, acrescidos de informações técnicas sobre nosso Direito pátrio.


 

 

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